sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pronunciamento do Dia da Independência do Brasil

Pronunciamento do Dia da Proclamação da
Independência do Brasil

Na E.E. Ver. Elísio de Oliveira Neves


Sr. Diretor,
Vice-diretora,
Caros colegas professores,
Prezados alunos e toda a comunidade escolar,

Estamos aqui para fazer memória a um dos mais importantes fatos históricos de nosso país: A proclamação de sua Independência, que completa amanhã seu 191º aniversário.

Em 9 de dezembro de 1821, D. Pedro de Alcântara de Bragança recebeu os Decretos da Corte portuguesa, determinando, dentre outras coisas, seu imediato retorno à Portugal, a extinção dos tribunais do Rio de Janeiro e a obediência das províncias à Lisboa.

Já quase conformado, preparava seu regresso, tendo, porém, instaurado uma grande inquietação. Foram movidos por esta inquietação, que o Partido Brasileiro, José Bonifácio e todos aqueles que não queriam uma recolonização, articularam-se para convencer o Príncipe a permanecer no Brasil. Após receber as representações e cartas, D. Pedro decide ficar, desencadeando um forte apoio popular.

No final de agosto de 1822, D. Pedro dirigiu-se à província de São Paulo para resolver uma situação, depois de uma rebelião contra José Bonifácio. E em 7 de setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do rio Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai, dizendo que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que o aconselhava a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro.

Diante das circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase “Independência ou Morte!”, rompendo os laços de união política com Portugal. Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Hoje, caros cidadãos desta pátria, também se faz necessário ressoar não somente ao nosso redor, mas dentro de cada um de nós este mesmo brado de independência.

Em nossa sociedade paira uma ideologia, caracterizada pelo individualismo, pelo preconceito muitas vezes maquiado, pelo descrédito à Política, por uma inversão de valores que apregoa a supremacia do indivíduo em detrimento do coletivo, fazendo-nos esquecer de que somos naturalmente dependentes uns dos outros, que nossa felicidade só é possível na medida em que estabelecemos um ambiente saudável de convivência.

É diante de tais situações, em meio a tantas outras, que precisamos gritar como D. Pedro: “Independência ou morte!”, no intuito de rompermos com nossa omissão e comodismo.

Não podemos nos contentar, nem aceitar os delitos que alguns políticos realizam, permanecendo impunes, devido a uma justiça paradoxalmente injusta. É verdade. Mas, também, não podemos cobrar-lhes uma postura ética, esquecendo que nós também devemos agir de forma coerente.

Não é abrindo mão de nossa participação política que vamos mudar alguma coisa para melhor, mas tomando sobre si uma responsabilidade compartilhada desta mudança, começando pelo ambiente que estamos, é que estaríamos transformando uma realidade de forma condizente com o que esperamos.

Hoje, caros concidadãos, somos conclamados não por uma pessoa, mas por uma necessidade que abrange toda a sociedade e a vida de cada um de nós em particular, a repensarmos nossa postura omissa diante de uma realidade com tanta discriminação, tanta violência e tanto desrespeito.

Fazermos memória à Independência do Brasil, deve nos reavivar o desejo de buscar uma sociedade mais justa. Um lugar onde cada um é consciente da responsabilidade que tem sobre a criação de um ambiente que favoreça o bem comum. E isto começa aqui, no agora e conosco.

Muito obrigado.
Weslay Araújo Maia
Prof. de Filosofia
Educação Básica